
Se foi só pra usar meu corpo, você conseguiu pode ir. Se contenta com tão pouco, pior assim. Se era só mais uma transa, devia ter feito melhor. Vai e não me deixe a lembrança, me viro só. Pega tuas coisas, cruza essa porta. Sei que o teu coração não tem dona. Pra viver amor assim não to pronta. Quer liberdade. E eu sentimento. Pelo visto você não me merece. Quem me dera se você soubesse. Que pra mim, desse jeito louco não funciona. Tem que ser intenso além da cama. Mas você não reconhece. Sendo assim, é melhor para com o fingimento. Ninguém está aqui pra perder tempo. Me assume, ou me esquece. (Em busca da liberdade)

Aquele era o último dia em que eles se “veriam”. Aquela era a última vez que juntos estariam. Ela tinha decidido em colocar em sua mente a ideia de “largar o foda-se”, de ignorá-lo, nem que isso custasse não ter que trocar palavras, nem ao menos cogitar a ideia de seus braços ou qualquer parte do corpo se tocarem, muito menos seus olhos. Que ideia tola a dela não é? Mas pior que deu certo. Mas infelizmente no dia errado. Ela saiu de sua casa normalmente destinada a passar pelo cruzamento que “separava as suas vidas” sem olhar para o lado, sem olhar para a rua dele. Como se isso fosse adiantar. Ela assim olhou e não viu ninguém, apenas pessoas desconhecidas caminhando, se entristeceu sim, mas orgulhosa que só, preferiu falar um: “foda-se”, baixinho e seguir de cabeça erguida o seu caminho sem olhar pra trás. Enquanto esperava inquieta no ponto o seu ônibus para mais uma terça-feira conturbada, ainda mantinha a esperança de que ele desceria por aquela passarela e faria o seu dia mais feliz. Ela se pegava olhando para os lados, principalmente para a bendita passarela, o único lugar de onde ele poderia sair e caminhar ao seu encontro rumo ao mesmo lugar, ao mesmo ônibus, mas assim não aconteceu, os minutos se passavam e nada dele vir, apenas pessoas transitavam pela passarela, nada dele e do ônibus também chegar. Ela dessa vez irritada consigo mesma, disse um “foda-se” em um tom mais alto e preferiu pensar que ele não iria, em que iria parar de olhar para a passarela e “que se dane”. Respirou fundo e assim o fez. E em seguida veio o ônibus, um micro-ônibus, e ainda por cima deixando ela assim ainda mais irritada, lotado, para melhorar ainda mais a situação. Ela olhou o ônibus e pensou: “Vou no próximo.” Mas olhou o relógio e percebeu que estava atrasada e resolveu embarcar no mesmo. E por alguns instantes esqueceu-se da passarela. Subiu no ônibus maldizendo a tudo e a todos, mas para a sua surpresa, ele — atrasado como sempre — correu para atravessar a rua e embarcar no mesmo ônibus que ela. Só de ouvir aquela voz meio rouca e ao mesmo tempo grave, teve a certeza de que: era ele, e tudo se dissipou. E o coração de imediato acelerou a um batimento cardíaco que não se pode nem medir em números, tanto que até esqueceu do ônibus cheio. Sentiu uma fusão de susto, alivio e felicidade. Ele brincando falou a ela: “Bora logo garota”. E Ela, orgulhosa e com seu plano ainda em mente, nada respondeu. Novamente estava de óculos escuros, tentando amenizar seu rosto mal dormido na noite anterior, por causa da ansiedade dessa terça-feira. Já dentro do ônibus ela procurou logo um espacinho entre uma pessoa e outra para se apoiar no ferro segurando firme. Ele ficou mais a frente do ônibus. Costumavam não ficar muito perto um do outro a não ser quando tivesse um banco vago para ambos. E Eis que um banco vazio surgiu próximo onde ela estava em pé, ele assim dela se aproximou e ela cedeu o lugar a ele. Mas ele recusou e assim começaram uma pequena e rápida “discussão” em quem ia sentar no banco. Até que ele desistiu do bate boca e se sentou. Ela, grosseiramente jogou a sua grande e linda bolsa vermelha por cima dos braços dele. Ele ajeitou a bolsa dela em seus braços. E ela apenas observava. Observava cada movimento que ele fazia com os braços. Observava os braços em si. Acabou percebendo uma das coisas que ele possuía, que ela mais gostava em garotos: veias altas. — Sim ela tinha uma queda, um quase deslize, por meninos que tem veias altas nos braços. Loucura ne? Mas era um gosto pessoal muito esquisito e particular dela — Ele pratica luta, então é normal ser da natureza dele possuir veias mais altas, um braço mais avantajado e ter uma personalidade mais fechada. Ela não parava de olhar para os braços dele, mas disfarçava o olhar ao mesmo tempo para ele não perceber. A medida que o caminho ia chegando o ônibus ia esvaziando e surgiu alguns bancos vazios no fim do ônibus e ela se dirigiu até o final e o chamou. Ele estava com fone em somente um ouvido, mas mesmo assim a ouviu e se dirigiu também para o fim do ônibus. Ela sentou no banco do meio deixando a ele decidir quais das direções iria se sentar, ele assim escolheu o lado esquerdo. Pulou um banco entre ela e sentou-se. Perto da janela e longe dela. Distraía-se olhando o movimento dos carros pela janela, enquanto ela, olhava fixamente para frente, usando seus óculos escuros intimidando a todos que passavam com sua expressão facial fechada. Pegaram um engarrafamento horrível, porém já estavam atrasados e nada mais importava. Principalmente para ela, pois só de estar ali com ele, já era suficiente. E o engarrafamento estava cada vez mais extenso e o sol refletia no rosto de ambos, mais dele do que no dela. Ela começou a mexer nas suas pulseiras, “como alguém que não quer nada”, estava atrapalhada para amarrar. Ele assim vendo esticou as mãos para ajuda-la. Ela esticou o pulso ate ele e apenas observou a tentativa errada dele, de querer encaixar a chavezinha no cadeado. Sua pulseira tinham dois penduricalhos, um cadeado e uma pequena chave, mas eram de enfeites, ele pensou que fossem de verdade. Ela observava e sentia o toque dos dedos dele no seu pulso e se culpava por ter estendido o braço. “Que droga, ele me tocou, falhei na 1° parte do meu plano.” Assim pensou ela. Mas foi mais forte, era quase que involuntário, quando ela notou já estava com o braço esticado na direção dele. Mesmo assim ela gostou do toque e sorriu, mesmo que no seu íntimo. Mas fez a questão de dar um passa-fora no rapaz com um pequeno comentário feito por ele. Não podia sair por baixo, já que uma parte da sua meta estava desfeita por um descuido dela mesma. Ele resolveu trocar de lugar, levantou-se e agora sentou no banco do lado direito tentando fugir do sol que refletia forte no seu rosto. Sol das 8:30 da manhã, que estava nascendo, esquentando e indiretamente anunciando todo o calor daquele último dia deles.. [Continuação em breve] (Em busca da liberdade)
Né, mas vai dar tudo certo! Comigo deu, então com você também vai dar, é só não deixar de SE AMAR em primeiro lugar, o resto é consequência! ;)

Dessa vez foi preciso ouvir de um dos seus amigos o que eu mais temia. De um dos seus amigos, que por algum acaso também é meu amigo. Sim, ouvi da boca dele aquilo que meus ouvidos se recusavam a ouvir e minha mente tentava não guardar para si. Foi em uma noite fria de sexta-feira em que ouvir a noticia que mudaria para sempre os meus dias. Você voltou para ela. Voltou não, você sempre foi dela. Eu é que ainda fazia papel de tola, tendo a esperança de que você poderia ser meu. Grande idiotice a minha! Eu e você, juntos? Só nos meus sonhos mesmo, porque na realidade estava é muito distante. No caso, era lenda. Sonhos esses que eram bons. Mas não passavam de ilusão. Como sempre, tudo que tinha relação a você era ilusão. Nossas conversas. Nossos momentos. Até mesmo seu olhar, seu sorriso. Tudo ilusório. Ficção. Pior cego é aquele que enxerga e não quer ver. E eu fui essa cega. Estava tudo muito mais do que estampado na minha cara que você voltaria para ela. Todos os indícios indicavam isso. Todos aqueles telefonemas que você tentava despistar e mudava de assunto quando eu estava ao seu lado. Todos aqueles trechos de músicas românticas que você dedicava como indireta á alguém. Até mesmo as musicas que você cantarolava. A sua distância. Tudo levava a crer. Mas não, eu quis me iludir, continuar insistindo em algo que construí a base de expectativas, de esperanças. E mesmo diante disso, me surpreendi comigo mesma. Não vou negar que quando soube da verdade, que já era mais do que certa, fiquei um pouco triste, calada. Mas passado isso, me neutralizei. Fiquei tranquila, calma. Até mesmo sem reação. Quem diria né? Aquela que sempre pôs o mundo aos teus pés, se conformar tão rapidamente com tal situação. Conformismo, essa é a palavra. Estava tão acostumada a querer você, que acabei esquecendo de querer a mim mesma. De querer aos meus amigos, a outras pessoas. Estive tão focada em ser Tudo para você, que acabei sendo Nada para muita gente que realmente valia a pena. Mas foi bom para aprender. Enfim, que você seja feliz com essa vadia que você diz que ama. Vadia essa tal que tem o seu amor, coisa que eu nunca, em momento algum consegui ter. Parabéns para você, para ela. Que vão todos para o inferno, que se fodam juntos até o fim da vida. Ou até quando durar esse amorzinho. Foda-se. A única coisa que eu quero que você saiba é que PERDEU uma Mulher de verdade, que faria o possível e o impossível pra te ter, mas que na sua visão medíocre de pegador não passava de mais uma garota qualquer. Mas pode esperar seu Otário, você ainda vai se arrepender muito da escolha que fez. Ah se vai! Agora sim, é o FIM de toda uma paixão sem sal. THE END. (Em busca da liberdade)

Você fugiu de mim tão de repente, sem dizer ao menos o que eu fiz. Logo eu que só queria te fazer feliz. O que que tem de errado entre a gente? Ferir teu coração eu jamais quis, logo eu que só queria te fazer feliz. Mas um dia você vai saber, que a felicidade estava por um triz. Nosso amor não criou raiz. Eu bem que tentei te convencer que a solidão nunca foi o que eu quis. Logo eu que só queria te fazer feliz. Não leve a mal, você vacilou. Eu joguei o mundo inteiro aos seus pés e você nem ligou. Caí na real, tudo se perdeu. Nunca mais vai encontrar amor igual ao meu. (Em busca da liberdade)

Eu te olhei por um instante e percebi que estava perdida, totalmente perdida. A minha felicidade já tinha nome, sobrenome e até endereço certo, o que eu pensei que nunca teria. Olhei pro teu sorriso e me peguei imaginando meus filhos iguais a você sabe? Nossos tão planejados filhos. Pensei em você antes de dormir e me dei conta de que queria o te dar o meu sobrenome, pois ficaria tão mais bonito em também ser teu. Fantasiei cenas de nós dois enquanto o sono não vinha. Te deixei entrar nos meus sonhos e nas minhas fantasias mais malucas. Mas principalmente, te deixei entrar na minha realidade. Realidade essa que agradeço todos os dias por viver e saber que você está nela. E agora, como escapar de algo tão intenso? Afinal, quando é amor, não dá pra fugir… Então, por favor, não fuja de mim. Eu te amo. (Em busca da liberdade)

Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas, quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos e eu segurei sua mão por todos esses anos, mas você ainda tem tudo de mim. (Em busca da liberdade)

Não vou mais pensar no beijo que eu te dei. Mas só em falar lembrei. Seus recados eu ja apaguei. Não quero mais ouvir. Sua indecisão em ficar, dessa vez eu não vou entender. Estou disposta a me machucar sem ter você aqui. Ta dificil mas deixa eu me virar. Cansei, melhor parar. Não dá pra ser feliz em um amor a três, alguém vai se ferir. E será que a culpada sou eu? Me envolvi no amor de vocês. Estou aqui só pra dizer Adeus. Eu te adoro, mas ja decidi. Não queria que acabasse assim. Olha, olha pra sua vida e fala: será que é feliz com ela? É tão dificil acreditar. Olha, não vê que já passou da hora? Estou pondo um fim na nossa história. Eu não vou mais te procurar. Bem que eu tentei, te fazer feliz. (Em busca da liberdade)

Agora mais do que nunca a decisão está tomada. Resolvi te esquecer, vai ser melhor assim. Vai ser melhor pra mim. Podem me chamar de fraca ou o que for, mas eu desisti sim. Desisti porque não tinha mais condições. Pra mim já deu. Ficar insistindo em algo que de fato não iria acontecer, que não valeria a pena. A única coisa que ainda paira em meus pensamentos é: “Ah, como eu queria que acontecesse, mesmo que não valesse a pena.” Mas vai passar. Essa vontadezinha de continuar, de insistir, vai passar. Ah se vai, nem que para isso eu tenha que fazer papel de maluca e comece a cantarolar o mais alto possível a primeira música que vier na minha cabeça só para esquecer, nem que seja por alguns segundos, toda essa loucura. Vai ser melhor assim. Vai ser melhor pra mim. E até mesmo pra você. Mesmo que você não se importe, não vai ter mais aquela louca atrás de você. Falando coisas sem sentido, tentando chamar a sua atenção fazendo “malabarismos”, se desdobrando sempre em passar uma melhor imagem possível a você, indiretamente até criando uma personagem mais Desbravada para se esconder da própria insegurança com relação a ti. Mas que no final essa mesma personagem, acabou mesmo sendo é a Palhaça da história. Sempre se esforçando, se empenhando, tudo para que? Para nada. Foi tudo em vão. Mas não tão em vão assim, valeu para aprender. Não se pode dar tudo a quem está acostumado a não ter nada. Não vale a pena tentar ir ao céu, buscar a estrela mais bonita para dar a quem, nem ao menos sabe dar valor ao chão que pisa. Mas vai passar. Dar valor, é isso que eu devo fazer. Dar mais valor a mim mesma. Se não foi, é porque não era pra acontecer. Porque eu mereço algo muito melhor. O meu melhor eu dei, mas a quem não merecia nem o meu pior. Mas a vida é assim mesmo, as vezes ela é obrigada a “esfregar” certas coisas na nossa cara, porque simplesmente nos recusamos a enxergar. (Em busca da liberdade)

Eu te dei valor mas você mentiu pra mim a todo tempo. Eu te dei valor, mas você brincou com o meu sentimento. Mas foi por Amor, que eu aceitei tudo o que fez comigo. Mas foi por Amor, que eu fechava os olhos pra viver contigo. E então, eu tentei viver assim, mas foi em vão. Não tem como enganar o coração. Que não sabe como te esquecer, mas vai ter que aprender. Pegue suas coisas vai, imediatamente vai embora sai. Não quero mais ouvir falar teu nome. Cansei, com você eu parei. De hoje em diante eu não quero mais dor. Entenda de uma vez que: Acabou. (Em busca da liberdade)

Dessa vez foi diferente. Surpreendi-me com o ocorrido. Meu coração não deu mais aquelas batidinhas involuntárias quando lhe viram entrar por aquela porta. O que está acontecendo? Nem eu ao menos eu sei explicar. Acho que estou conseguindo me conformar com o fato em que: você nunca vai me pertencer. É, dessa vez estou me acostumando mesmo. Mas o que ninguém sabe, é que eu torci tanto para que você fosse. Esperei tanto, contei semana por semana, dia após dia para poder te ver novamente. E ainda bem que você foi. Ainda bem que você apareceu. Mesmo em meio aquela chuva toda, você chegou. E sua ida mais uma vez foi muito importante para mim. Mas dessa vez mais do que nunca. Dessa vez me fez perceber o quanto estou conseguindo me desapegar de você. Foi consequência meu coração não acelerar ao te ver. Foi tão estranho perceber você adentrar por aquela porta e me sentir vazia. Não sentir nada. Algo esta realmente acontecendo. Sabe, acho que estou ficando louca. As vezes quero te ver, outras quero te esquecer, te evitar. Mas é tudo tão difícil. É tão ruim te ver assim, apenas como um amigo. Mas estou me acostumando a isso. Estou tentando canalizar tudo de bonito, tudo de diferente que sinto por você, apenas para Amizade. Isso, é a única coisa que realmente vai acontecer entre nós. Nós não, eu e você. O nós não existe e nem nunca existirá. “ Não sei se você ainda se lembra daquele momento em que estávamos, eu, você e mais dois de nossos amigos no ônibus e em um assunto aleatório você supostamente me usou como exemplo de uma menina que você teria interesse de se relacionar..?” Então, esse momento não sai da minha mente. Por mais que para você não tenha feito diferença, para mim fez. A cada dia, a cada hora venho “martelando” isso na minha cabeça. Na hora, eu não liguei, fingi mais uma vez não ser nada, e não era nada mesmo, mas depois quando parei para me dar conta do que você tinha dito, por mais que fosse de brincadeira, novamente me enchi de esperança. Caramba, por que você faz isso comigo hein? Quando eu resolvo desistir de você e seguir em frente, você pega e faz algo que me faz voltar atrás. Eu não aguento mais isso. Mesmo eu não significando nada para você, você sabe que significa algo muito mais valioso do que qualquer coisa para mim. Você sabe que mesmo não me tomando para ti eu sou completamente tua. E por que você não toma iniciativa? Estou cansada de sempre ter que correr atrás, de demonstrar interesse. Quer saber? Você que se foda. Que se foda tudo. Cansei. Cansei. Cansei. Mas só de lembrar você falando aquilo, com aquele sorrisinho torto, o sorrisinho mais lindo e sacana que só você sabe dar, mesmo tendo sido literalmente em um ar de deboche, me faz ter vontade de retroceder. De largar o foda-se para tudo e me jogar de cabeça, me empenhar nesse erro, nessa fixação. Mas não vou. Desisti. Cansei. Desapeguei. (Em busca da liberdade)
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